Bolivianos relatam jornada até as 22h e dois meses sem salário em fábrica de Itaquaquecetuba, diz GCM

Bolivianos relatam jornada extensa e dois meses sem salário em fábrica de Itaquaquecetuba Três adultos bolivianos, entre eles uma mulher grávida, relataram ...

Bolivianos relatam jornada até as 22h e dois meses sem salário em fábrica de Itaquaquecetuba, diz GCM
Bolivianos relatam jornada até as 22h e dois meses sem salário em fábrica de Itaquaquecetuba, diz GCM (Foto: Reprodução)

Bolivianos relatam jornada extensa e dois meses sem salário em fábrica de Itaquaquecetuba Três adultos bolivianos, entre eles uma mulher grávida, relataram à Guarda Civil Municipal (GCM) que trabalhavam até as 22h e estavam havia cerca de dois meses sem receber em uma fábrica de costura de Itaquaquecetuba. Uma criança também foi encontrada no imóvel nesta quinta-feira (27), no Parque Piratininga. Segundo a Prefeitura, a equipe da Ronda de Proteção à Mulher recebeu a denúncia durante um patrulhamento pelo bairro. Um casal conduziu os agentes até o endereço. Uma mulher que trabalhava no local conseguiu sair do imóvel após perceber as condições de trabalho e também denunciou a situação. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp De acordo com os relatos colhidos pelos agentes, os trabalhadores chegaram ao Brasil há menos de dois anos e foram atraídos por anúncios de emprego publicados nas redes sociais, com promessa de salário de aproximadamente R$ 5 mil. As famílias disseram que confeccionavam peças de roupa e começavam a trabalhar pela manhã, encerrando as atividades por volta das 22h. Além da falta de pagamento, relataram dificuldades para comprar itens básicos, como leite e fraldas. Ainda segundo os depoimentos, uma das responsáveis pelo local ficava com a chave do imóvel, o que dificultava a saída dos trabalhadores. Entre os adultos estava uma mulher grávida de aproximadamente seis meses. Ela relatou aos agentes que havia passado por apenas uma consulta médica durante a gestação. De acordo com a prefeitura, o imóvel apresentava condições precárias de higiene, com sujeira acumulada, restos de alimentos, comida estragada na geladeira e banheiros e cômodos sem limpeza adequada. O espaço foi preservado pela GCM para a realização da perícia. As famílias foram levadas inicialmente à base da corporação, onde receberam alimentação e atendimento. Depois, foram encaminhadas à Polícia Federal. O caso será investigado para apurar as condições de trabalho e moradia e verificar se houve violação dos direitos dos trabalhadores. Bolivianos denunciaram condições de trabalho e moradia em Itaquaquecetuba Divulgação/Prefeitura de Itaquaquecetuba Assista a mais notícias do Alto Tietê