Ex-vice-prefeito e advogado se envolvem em confusão na Câmara de Arcoverde; VÍDEO

Confusão na Câmara Municipal de Arcoverde - Imagens: Vitor Lima/Rádio Itapuama FM O advogado Eldy Magalhães e o ex-vice-prefeito e delegado Israel Rubis tro...

Ex-vice-prefeito e advogado se envolvem em confusão na Câmara de Arcoverde; VÍDEO
Ex-vice-prefeito e advogado se envolvem em confusão na Câmara de Arcoverde; VÍDEO (Foto: Reprodução)

Confusão na Câmara Municipal de Arcoverde - Imagens: Vitor Lima/Rádio Itapuama FM O advogado Eldy Magalhães e o ex-vice-prefeito e delegado Israel Rubis trocaram ofensas e precisaram ser contidos por pessoas que estavam no plenário, após um bate-boca registrado na plateia da Câmara Municipal de Arcoverde, na noite da segunda-feira (20) (veja vídeo acima). O episódio teve início durante a participação do advogado na Tribuna Livre, quando ele discursava sobre o processo que culminou na renúncia do vereador Claudelino Costa. A fala incluiu críticas diretas a parlamentares, o que elevou a tensão no plenário. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp O ponto de maior atrito ocorreu após um comentário direcionado à vereadora Célia Galindo. Durante o discurso, o advogado afirmou que a parlamentar “faz política por conveniência”, citando mudanças em posicionamentos políticos. A Câmara Municipal disse ao g1, por meio de nota, que a discussão envolveu “xingamentos e agressões verbais recíprocas”, levando ao encerramento da sessão. Ainda segundo a Casa, o tumulto entre Eldy Magalhães e Israel Rubis ocorreu na plateia do plenário, área destinada ao público. Ao g1, Israel Rubis afirmou que foi citado sem ter relação com o caso e disse que procurou o advogado para pedir explicações. “Eu fui pra lá pra conversar e perguntar qual é o motivo da menção que ele fez a mim, isso não tem nada a ver”, disse. Ele também afirmou que houve provocação. “Ele chegou, botou o dedo na minha cara, começou a gritar”, declarou. O ex-vice-prefeito negou que tenha iniciado a confusão e disse que reagiu às ofensas. “Ele veio pra cima de mim, eu terminei pra me defender, fui pra cima dele também”, afirmou. Rubis informou ainda que registrou boletim de ocorrência e pretende tomar medidas legais. Já o advogado Eldy Magalhães apresentou versão diferente. Segundo ele, a confusão começou após desentendimento com a vereadora e se intensificou após o fim da sessão. “Houve um debate acalorado com a vereadora, que começou a proferir palavras de baixo calão comigo”, disse Eldy Magalhães . Sobre o confronto, o advogado afirmou que foi alvo de tentativa de agressão. “O ex-vice-prefeito […] começou a me proferir palavras também de baixo calão e a tentar me agredir fisicamente”, declarou. Ele acrescentou que pretende acionar órgãos competentes. “Vou adentrar com representação junto à Corregedoria de Polícia”, afirmou. A Câmara informou que o episódio ocorre em meio a um cenário de tensão política no município, relacionado ao processo de cassação de Claudelino Costa, investigado por suspeita de corrupção. O parlamentar renunciou ao cargo horas antes de uma sessão que trataria do caso, mas advogados defendem a continuidade do processo para possível inelegibilidade. Na nota, a Câmara afirma que o cenário tem origem em um conflito político entre os poderes Executivo e Legislativo e aponta que houve “perseguição política por parte do chefe do Poder Executivo” contra o presidente da Casa. Ainda segundo o posicionamento oficial, o clima de instabilidade se intensificou após o rompimento entre o prefeito e o presidente da Câmara, Luciano Pacheco. A Casa relata que, após o rompimento, houve esvaziamento de sessões por parte de vereadores aliados ao Executivo e a apresentação de um pedido de cassação contra o próprio presidente. Em nota, o advogado Fernandes Braga, responsável pela defesa de Claudelino Costa, criticou a atuação do advogado que utilizou a tribuna e classificou o episódio como um desvirtuamento do espaço legislativo. “O que se viu […] foi um desvirtuamento absoluto desse instrumento, transformando-o em um palco para ofensas pessoais”, afirmou. Segundo ele, houve extrapolação das prerrogativas da advocacia. “A imunidade profissional do advogado não é um ‘cheque em branco’ para a prática de ilícitos”, disse. Braga também afirmou que foram feitas acusações sem comprovação. “Proferiu imputações criminosas […] incorrendo, em tese, nos crimes de calúnia e difamação”, declarou. O advogado ainda citou ataques à vereadora Célia Galindo. “Os ataques direcionados […] configuram violência política de gênero”, afirmou. Ele também criticou a condução da sessão. “O presidente […] agiu com omissão e irresponsabilidade”, disse. Braga afirmou ainda que pretende adotar medidas judiciais e administrativas. “As medidas cabíveis já estão sendo articuladas”, declarou, citando representação criminal e acionamento da Ordem dos Advogados do Brasil. Sobre o processo envolvendo Claudelino Costa, o advogado defendeu o encerramento do caso após a renúncia. “O processo de cassação perdeu seu objeto […] sustentaremos o arquivamento imediato”, afirmou. O g1 solicitou posicionamento da vereadora Célia Galindo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Câmara Muicipal de Arcoverde, em Pernambuco Reprodução/Google Street View