Comando militar do Irã diz que fechou Estreito de Ormuz; Vance nega

Navios no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026. Reuters/Stringer O comando militar conjunto do Irã afirmou neste sábado (20) que o Estreito de Ormuz foi f...

Comando militar do Irã diz que fechou Estreito de Ormuz; Vance nega
Comando militar do Irã diz que fechou Estreito de Ormuz; Vance nega (Foto: Reprodução)

Navios no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026. Reuters/Stringer O comando militar conjunto do Irã afirmou neste sábado (20) que o Estreito de Ormuz foi fechado, informou a agência iraniana Mehr. Pouco depois, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, negou a informação e disse à Fox News que não há evidências de que o Irã esteja bloqueando a passagem marítima. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a Mehr, o fechamento teria sido decidido por supostas violações de um memorando de entendimento sobre o cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel. Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação independente de que o estreito tivesse sido fechado nem detalhes sobre eventuais impactos à navegação. Ataques deixam mortos no Líbano e ameaçam cessar-fogo no Oriente Médio O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A passagem é considerada uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Uma eventual interrupção na navegação poderia afetar o mercado internacional de energia e ampliar a tensão militar na região. Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz Juan Silva/g1 Ataques no Líbano O anúncio atribuído ao comando iraniano ocorre em um dia de nova escalada no Oriente Médio. Também neste sábado, ataques de Israel no sul do Líbano mataram 16 pessoas, incluindo duas crianças, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Os bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh e vilarejos próximos. A continuidade dos ataques ameaça o cessar-fogo anunciado horas antes e aumenta a pressão sobre um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio. O Exército israelense afirmou que os bombardeios foram uma resposta a mais de 50 projéteis disparados pelo Hezbollah contra tropas israelenses no sul do Líbano durante a noite. O grupo terrorista, financiado pelo Irã e aliado de Teerã na região, não assumiu a responsabilidade pelos disparos. Na sexta-feira (19), uma intensa troca de ataques entre Israel e Hezbollah já havia deixado ao menos 47 mortos no Líbano e quatro soldados israelenses mortos, segundo autoridades dos dois lados. Em meio às negociações, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, afirmou nas redes sociais que Israel “permanece firmemente comprometido com um cessar-fogo imediato”, desde que o Hezbollah cumpra o acordo e interrompa as hostilidades. O Hezbollah, por sua vez, declarou publicamente que respeitará uma trégua caso Israel faça o mesmo, mas não confirmou que um cessar-fogo esteja efetivamente em vigor. O impasse amplia a incerteza sobre a capacidade de Estados Unidos, Irã e mediadores regionais de conter a guerra. Embora o Estreito de Ormuz não esteja diretamente ligado aos combates no Líbano, a rota marítima é um dos principais instrumentos de pressão do Irã em momentos de crise e costuma ser observada de perto por governos e mercados sempre que há escalada militar no Golfo Pérsico.